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Empresas baianas estréiam na Rio Fashion Business
Tatiany Carvalho
Os empresários dos pólos de confecções de Salvador e Feira de Santana participam pela primeira vez da Rio Fashion Business, feira de negócios que acontece paralelamente ao maior evento de moda do Rio de Janeiro, o Fashion Rio, a partir de hoje até sábado, no Museu de Arte Moderna (MAM). Designers baianos famosos, como Goya Lopes, dividem a passarela com conterrâneos iniciantes no mundo da moda, como o empresário Loyola Neto, da Loygus For Export, que acaba de investir R$30 mil no desenvolvimento de sua primeira coleção de moda. Em comum, eles planejam internacionalizar a moda da Bahia e projetar um mercado formado por cerca de 500 indústrias de confecções.
"Há uma vontade política e participação de vários segmentos para se alavancar esse setor", analisa o presidente do Sindicato das Indústrias de Vestuário da Região Metropolitana de Salvador (Sindvest), Hari Hartmann. Ele destaca as potencialidades da indústria da moda baiana, a exemplo da geração atual de aproximadamente dez mil postos de trabalho diretos, baixo investimento inicial, da ordem de R$3 mil, e sua característica não poluente.
A coordenadora dos projetos de confecção do Sebrae na Bahia, Cristiane Mota, explica que um dos diferenciais da indústria local de confecções é o trabalho organizado em redes de cooperação. O diálogo, afirma Mota, está permitindo agregar valor a toda a cadeia produtiva. A participação na Rio Fashion Business está causando "burburinho" entre os empresários, segundo a representante do Sebrae. "É o grande momento da indústria baiana. Esta é a grande oportunidade de mostrar sua capilaridade na moda", disse.
Cerca de 130 compradores de todo o país já estão confirmados para participar da feira de negócios. Esta pode ser a oportunidade que faltava para o empresário da grife Iguana, Paulo Roberto Pereira. "A idéia é exportar. Isso só depende desse retorno que vamos ter da Fashion Business", conta. De fabricantes de camisetas promocionais, o empresário Pereira decidiu apostar na produção de coleções de moda. A indústria produz atualmente cerca de 700 peças por dia e tem perspectiva de exportar entre dez e 15 mil peças por mês, a partir desse ano. Já a empresária Rita Vicente, da grife Coco Doce, comemora o crescimento de cerca de 60% das exportações, resultado do ano passado, com as vendas para a Europa, Estados Unidos e Israel, de cerca de 30 mil peças. A empresa, localizada em Lauro de Freitas, gera cerca de 260 empregos, diretos e indiretos. No mercado interno, a Coco Doce vende entre 80 e 82 mil peças por mês.
A Rede Patro, um pool formado por cinco confecções no município de Feira de Santana, foi criada no ano passado. "Conseguimos reduzir os custos entre 20% e 30%", comemorou o designer Nicolau Almeida, sócio da Químia Indústria e Confecções. A capacidade produtiva das empresas que compõem a rede ainda é pequena, entre três mil e quatro mil peças por mês, mas a vontade de crescer é grande. "É um mercado novo para a gente. Eu acho que vamos fazer bastantes contatos", projeta. A Rede Patro está levando para a Rio Fashion Business uma coleção feminina, atemporal, e ainda o sonho de aproximadamente 200 profissionais que estão vendo o resultado do trabalho nas passarelas da Cidade Maravilhosa.
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